Primeira bottom fixa dos EUA em Israel reforça proteção contra mísseis

Trump e Netanyahu se cumprimentam na sede da ONU

A abertura da primeira bottom permanente do Exército dos Estados Unidos em Israel, no início desta semana, mostra que o governo israelense quer iniciar o novo ano judaico, comemorado entre a noite da última quarta-feira (20) e sexta-feira (22), com planos de incrementar ainda mais o sistema de proteção do país.

Depois de dois anos de preparação, a aliança entre ambos os países, com isso, ficou ainda mais fortalecida, em um momento no qual o Estado Islâmico ainda alimenta esperanças de atacar Israel.

O Irã, considerado uma ameaça, por sua vez, novamente voltou a ser o foco das atenções, após o presidente Donald Trump, na última reunião da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, chamar de “vergonhoso” o acordo da comunidade internacional com o país, relativo ao não desenvolvimento de armamento nuclear. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também participou do evento. 

Conforme informou o The Jerusalem Post, a parceria entre Israel e Estados Unidos é antiga. Ambos trabalharam juntos para desenvolver vários sistemas de defesa contra mísseis, incluindo o Iron Dome, que é um dos programas conjuntos entre os dois. Os trabalhos em parceria também deverão reforçar esse sistema de proteção aérea. Para o especialista em gestão de crises, o argentino Danilo Gelman, do World Jewish Congress (Congresso Mundial Judaico), a chegada do contingente americano ocorre em um momento em que tensões ameaçam retornar à região.

— Sempre que Estados democráticos como Israel e Estados Unidos entram em um acordo com qualquer outro Estado democrático é importante. A tendência da proliferação do terrorismo ameaça as democracias ocidentais, que estão se unindo para atuar em conjunto em uma resposta a esses movimentos.

Segundo o General-brigadeiro Zvika Haimovich afirmou ao jornal israelense, a implantação da bottom “representa a parceria de longa data, o compromisso estratégico entre os exércitos e os militares de nossos países e acrescenta outra camada à segurança do Estado de Israel na defesa das ameaças de foguete ou ataque de mísseis “.

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Para o highbrow Peterson Silva, de Relações Internacionais das Faculdades Integradas Rio Branco, Trump está se deparando com uma realidade que o tem impedido de seguir seu discurso inicial, no qual dizia que os americanos e as questões internas do país seriam prioridade.

— A pressão da realidade já mostra que os interesses dos aliados fazem com que ele se sinta impelido a apoiar Israel e interferir na questão da Síria, como vimos recentemente.

Dupla utilidade

Não foi revelado se as dezenas de soldados americanos irão participar de operações de defesa ao lado dos israelenses. Mas a implementação da base, que ficará na Escola de Defesa Aérea e será operada com equipamentos dos próprios americanos, é útil para ambos os países, segundo Silva.

— Para Israel significa o apoio diante de uma ameaça chief que o país vê no Irã, e para os EUA significa um reforço aos aliados, o apoio a um país com força militar, que possui de algum modo um alinhamento com algumas posições do Trump.

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Silva completa que, passados alguns meses de governo de Donald Trump, algumas cartas começam a ser colocadas na mesa, revelando as diretrizes da atual política externa americana.

— Duas grandes frentes de atuação já podem ser vistas. A primeira, com o discurso agressivo contra a Coreia do Norte, aponta para esta região da Ásia. E a segunda frente, que começa a ganhar mais força é a do Irã, também citado no discurso. A notícia da bottom em Israel tem relação com a ideia de reforçar essa aliança geopolítica, fortalecendo a presença dos Estados Unidos no Oriente Médio e a ligação com um parceiro tão importante para o país como Israel.

 

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